Cadillac anuncia Sergio Pérez e Valtteri Bottas como pilotos para F1 2026

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Cadillac contrata Valtteri Bottas e Sergio Pérez para F1 2026 — Foto: Divulgação

Mexicano e finlandês assumem vagas na equipe americana que estreia na Fórmula 1 no ano que vem. Ambos voltam ao grid após um ano ausentes

A Cadillac revelou nesta terça-feira (26) os dois primeiros pilotos da história da equipe, que estreia na Fórmula 1 em 2026: o mexicano Sergio Pérez e o finlandês Valteri Bottas, ambos com 35 anos de idade e longa estrada no automobilismo. “Checo”, como é conhecido Pérez, foi vice-campeão da F1 em 2023 e estava fora do grid desde o fim de 2024, quando foi dispensado do cargo de titular da RBR. O finlandês, também vice em 2019 e 2020, passou um ano ausente após ser dispensado pela Sauber e estava na reserva da Mercedes.

De acordo com o site “Motorsport”, Pérez vai ter um vínculo “multianual” com a Cadillac; ou seja, válido por ao menos duas temporadas. Ainda há a opção de extensão para um terceiro ano. A nova dupla da equipe americana vai ser a mais experiente do grid, e a única com dois pilotos acima dos 30 anos. Os dois devem ter tratamento igual dentro da escuderia.

Mario Andretti, diretor da equipe e campeão da Fórmula 1 em 1978, já tinha revelado em março que Pérez era um dos alvos da Cadillac para o início na categoria, e Bottas também era citado entre os possíveis nomes com frequência. O time chegou a pensar em contratar um piloto com experiência e outro mais novo – uma das opções era o brasileiro Felipe Drugovich, reserva da Aston Martin. Contudo, optou por uma dupla de veteranos.

– Contratar dois pilotos muito experientes como Bottas e Checo é um sinal ousado de intenção. Eles já viram de tudo e sabem o que é preciso para ter sucesso na Fórmula 1. Mas, mais importante ainda, eles entendem o que significa ajudar a construir uma equipe – iniciou Graeme Lowdon, diretor esportivo do time americano.

– A liderança deles, o feedback, os instintos forjados nas corridas e, claro, a velocidade serão inestimáveis enquanto damos vida a esta equipe. Um grande agradecimento à equipe da Mercedes pela cooperação e compreensão – concluiu.

Pérez deixou a Fórmula 1 em baixa após os maus resultados e a enorme distância para Verstappen na RBR: enquanto o holandês foi tetracampeão em 2024, o mexicano terminou em oitavo no campeonato de pilotos, sem nenhuma vitória e com dificuldade de avançar até mesmo ao Q2 nas classificações da parte final da temporada.

No entanto, os maus resultados de Liam Lawson e de Yuki Tsunoda no segundo assento da equipe austríaca nesta temporada fizeram com que a Cadillac avaliasse positivamente Pérez, optando por contratá-lo. Checo chega à equipe após 281 corridas na F1, com seis vitórias, 39 pódios e participação em dois títulos de construtores da RBR, em 2022 e 2023.

– Entrar para a equipe Cadillac de Fórmula 1 é um capítulo novo e incrivelmente empolgante na minha carreira. Desde as primeiras conversas, pude sentir a paixão e a determinação por trás deste projeto. É uma honra fazer parte da construção de uma equipe que pode se desenvolver junto para que, com o tempo, possamos lutar na frente. A Cadillac é um nome lendário no automobilismo americano, e ajudar a trazer uma empresa tão fantástica para a Fórmula 1 é uma grande responsabilidade, a qual estou confiante em assumir – disse Checo.

Bottas, por sua vez, teve passagem apagada pela Sauber após deixar o posto de titular da Mercedes e deixou a equipe no fim de 2024 junto com Guanyu Zhou, abrindo espaço para Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg. Nesta temporada, Bottas ocupava o cargo de reserva da Mercedes. O piloto participou de 246 provas na Fórmula 1, com dez triunfos e 67 pódios.

– Desde o momento em que comecei a conversar com a Cadillac, senti algo diferente – algo ambicioso, mas também sólido. Isso não é apenas um projeto de corrida; é uma visão de longo prazo. Não é todo dia que você tem a chance de fazer parte de algo que está sendo construído do zero e ajudar a moldá-lo em algo que realmente pertença ao grid da F1 – iniciou Bottas.

– Já tive a honra de trabalhar com algumas das melhores equipes do mundo, e já consigo ver aqui o mesmo profissionalismo e a mesma fome de vencer. Esta é uma marca icônica, com um grande legado no automobilismo americano, e fazer parte dessa história enquanto ela entra no palco mundial da F1 é algo incrivelmente especial para mim – acrescentou.

Quem é Sergio Pérez?

Pérez disputou 14 temporadas na categoria: ele estreou em 2011 com a Sauber e, no segundo ano com o time suíço, obteve três pódios – terceiro colocado no GP do Canadá, e segundo nos GPs da Malásia e Itália.

Ele permaneceu com o time de Hinwil até migrar para a McLaren em 2013. Saindo de lá com três pódios, entretanto, não conseguiu alcançar o desempenho esperado ao substituir o então campeão de 2008, Lewis Hamilton, que migrou para a Mercedes. Checo deixou a equipe no fim do ano.

Entre 2014 e 2020, ele representou a Force India, que se tornaria Racing Point e, em 2022, Aston Martin. Pela montadora de Silverstone, o mexicano subiu ao pódio seis vezes e faturou a única vitória da equipe, no GP de Sakhir – etapa que ainda teve Lance Stroll, então companheiro do piloto, em terceiro.

A demissão de Pérez da Racing Point foi anunciada em setembro de 2020, quase três meses antes da vitória em Sakhir. No entanto, a RBR o escolheu para o lugar de Alexander Albon, companheiro de Verstappen na época.

Pérez demorou a engatar, até conquistar no GP do Azerbaijão, o quinto de 2021, sua primeira vitória pela RBR e a segunda da carreira. E apesar de não vencer mais pelo resto do ano, faturou mais quatro pódios. Na última etapa, o GP de Abu Dhabi, ainda ajudou Verstappen a segurar Lewis Hamilton, que brigava com o holandês pelo título. No fim, a taça ficou com Max e Pérez foi quarto no campeonato.

Em 2022, o mexicano conquistou a primeira pole da carreira, na Arábia Saudita, e venceu outras duas vezes: em Mônaco e Singapura. No entanto, não conseguiu acompanhar o companheiro de equipe e viu Charles Leclerc, principal adversário de Verstappen no campeonato, levar o vice de pilotos. No ano seguinte, Sergio fez sua melhor temporada na F1, conquistando o vice-campeonato com duas poles, duas vitórias e nove pódios ao todo. Ele ainda chegou perto de liderar, embora tenha perdido a chance ao ser superado por Verstappen no decisivo GP de Miami.

No entanto, seria em 30 de abril de 2023 que Pérez conquistaria sua última vitória pelo time. Ele não subiu mais no topo do pódio pelo resto daquela temporada e também passou 2024 em branco, um jejum de quase 590 dias, cerca de um ano e oito meses. Sem confiança, Checo perdeu cada vez mais espaço depois de ter começado 2024 com quatro pódios em cinco corridas e acabou demitido no fim do ano.

Quem é Valteri Bottas?

O piloto finlandês estreou na F1 em 2013 pela Williams, equipe que representou no grid até ser convocado em 2017 pela Mercedes para ocupar a vaga do então atual campeão, Nico Rosberg.

Correndo ao lado do multicampeão Lewis Hamilton, garantiu o vice-campeonato de pilotos nos anos de 2019 e 2020, e teve grande contribuição nos títulos de construtores da equipe sobretudo em 2017 e 2019 – anos em que faturou quase 50% dos pontos do time na tabela.

Sua jornada na Mercedes terminou após a temporada 2021, quando a equipe optou por não seguir com o finlandês e convocou George Russell, da Williams – o jovem inglês foi formado pela Academia de Pilotos da equipe alemã.

Bottas fechou com a Sauber a partir do campeonato seguinte, mas as três temporadas em que competiu com a equipe suíça não foram das melhores: de décimo no Mundial de 2022, o piloto foi apenas 22º em 2024, último ano da parceria.

Bottas é o segundo maior detentor de pódios da história da Mercedes, tendo faturado 58 deles com a equipe alemã e estando atrás apenas dos 153 de Hamilton. Pela Williams, o finlandês levou outros nove, incluindo dois segundos lugares nos GPs da Inglaterra e Alemanha de 2014.

Com informações do Portal GE

 

 

 

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